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Cozinhando Sem Crueldade
Autora: Ana Maria Curcelli

Este é um dos mais interessantes e completos livros sobre a culinária vegana. Também é um livro fundamental para as pessoas interessadas numa alimentação saudável, saborosa e "eticamente" correta.




Autor: Dr. Eric Slywitch

Este é o primeiro livro que ensina como montar o cardápio vegetariano através dos grupos alimentares, para qualquer tipo de dieta
vegetariana, 100%
embasado em artigos
científicos.


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  24/07/2005 - No 4
Ponderações de um vegano - Parte II

É sabido que a vã tentativa de algumas pessoas tentarem denegrir a filosofia de vida do vegetarianismo, com suas tagarelices recheadas de palavras floridas, é uma insensatez descabida, da qual, infelizmente, nossos negadores participam. Muitos vêm discordando do vegetarianismo com argumentos que favoreçam sua própria inexperiência do assunto, mas nenhum desses argumentos resiste a uma avaliação correta realizada com minúcia e clareza. A quem o presente texto não importa, basta constatar com mais objetividade a essência deste artigo. E para isso ocorrer, talvez seja preciso a coragem de ser fidedigno numa compreensão verdadeira e inescapável daqueles que realmente se preocupam com a benevolência alheia estendida não só aos seres humanos, mas também a outros seres vivos!

Na Internet, há alguns textos tendenciosos e subjetivos, tentando refutar os vegetarianos e outros ativistas dos direitos animais, afirmando que não dá para levar a sério o movimento de defesa dos direitos animais como uma oposição legítima com a qual é preciso discutir e dialogar por causa das falhas de alguns praticantes desequilibrados do vegetarianismo/veganismo. É verdade que "alguns destes ativistas" mostram-se negligentes com o equilíbrio que deveriam ter em suas respectivas posturas, mas isto não quer dizer que o vegetarianismo seja mais um "ismo" praticado por fanáticos. As críticas dos nossos negadores deveriam ser feitas somente às pessoas que queimam o filme dos direitos animais, e não ao movimento como um todo, pois a generalização desses julgamentos serve para afastar as pessoas da proteção aos animais. É lastimável que os nossos detratores se aproveitem dos erros de algumas pessoas para julgar os vegetarianos e outros ativistas como se fossem farinha do mesmo saco e, ao mesmo tempo, reivindicarem a superioridade do homem sobre o animal para legitimar sua exploração. Nós, seres humanos, não estamos com essa bola toda: chega de tanto especismo! Assim como nós, os animais são seres suscetíveis à dor e a outros sofrimentos por motivos estabelecidos pela equivocada premissa de que os animais devem ser explorados pelo ser humano. Neste sentido, a dita superioridade do homem sobre as outras espécies é baseada numa consciência negativa e mesquinha: um erro que só serve para maltratar os animais e satisfazer os sentidos dos materialistas. É de suma importância promovermos bondade para com os seres vivos através da eqüanimidade e não como nossos negadores querem salientar, que os animais devam ser explorados para satisfazer os desejos de comer os seus restos cadavéricos, que suas peles sirvam para fazer vestimentas e satisfazer a orgulhosa vaidade de inúmeras pessoas apegadas ao corpo físico, que seus corpos sirvam à vivissecção em testes laboratoriais, que o leite de outras espécies sirva para alimentar inúmeras pessoas adultas que inventaram a mania de tomar leite depois do período de amamentação: acaso alguém já viu um boi mamando? Isso para não mencionar que 70% da população adulta no mundo sofre de intolerância à lactose, segundo o jornal da Sociedade Americana de Nutrição Clínica.

Os vegetarianos e os onívoros que optarem por uma "mente aberta" podem refletir melhor sobre o assunto plantando uma semente na consciência que possibilite um manifesto de lucidez às questões relevantes que o vegetarianismo propõe como ponderação de "equilíbrio" para os praticantes(?) e, quem sabe, como para a prática propriamente dita para os onívoros!

Existe uma história interessante ocorrida na década de 50, com os negros americanos do Estados do Sul dos EUA, como Alabama, Geórgia, Mississipi etc. Eles só podiam sentar-se nos bancos traseiros dos ônibus. Certo dia, uma senhora negra sentou-se num banco da frente, e foi agredida e expulsa do ônibus. No domingo seguinte, o cristão vegetariano Martin Luther King iniciou um movimento de boicote aos ônibus, movimento esse que obteve total adesão dos negros, até mesmo dos outros Estados sulistas. Onze meses depois do início do boicote, durante o qual os negros não andaram de ônibus, os políticos, pressionados pelos proprietários das empresas, votaram uma Lei que proibia a discriminação racial nos meios de transporte. Essa história mostra o quanto é importante o boicote como um protesto pacífico. Embora a atenção no que se refere às coisas que os vegetarianos boicotam seja para a satisfação dos sentidos dos onívoros, levo em consideração que elas devam ter uma ligação atualizada e coerente com a benevolência alheia estendida aos animais, para não incorrermos na flagrante e desnecessária exploração dos mesmos!

Vou finalizar este artigo com um trecho de Peter Singer em seu "Libertação Animal", no prefácio à edição de 1990: "Seria um erro trágico se mesmo um pequeno segmento do movimento de Libertação Animal tentasse alcançar seus objetivos ferindo pessoas. Alguns acreditam que pessoas que fazem os animais sofrer merecem que também se os façam sofrer. Não acredito em vingança; mas mesmo que acreditasse, seria um desvio prejudicial à nossa tarefa de fazer cessar o sofrimento. Para tanto, precisamos mudar a mentalidade das pessoas sensatas de nossa sociedade. Podemos estar convictos de que uma pessoa que maltrata os animais é completamente insensível, mas nos rebaixaríamos até seu nível se a feríssimos ou ameaçássemos feri-la fisicamente. Violência só pode gerar mais violência – um clichê, mas cuja trágica verdade pode ser vista em meia dúzia de conflitos ao redor do mundo. A força da causa da Libertação Animal reside em seu compromisso ético; ocupamos o elevado terreno moral. Abandoná-lo é fazer o jogo dos que se nos opõem.(...) A alternativa ao caminho da crescente violência é seguir a liderança dos dois maiores - e não por acaso, mais bem-sucedidos - líderes dos movimentos de libertação dos tempos modernos: Gandhi e Martin Luther King. Com imensa coragem e resolução eles se mantiveram fiéis ao princípio da não-violência, apesar das provocações e, muitas vezes, ataques de seus opositores. Por fim, tiveram sucesso porque a justiça de sua causa não podia ser negada, e seu comportamento tocou a consciência até mesmo dos que a eles se opuseram. Os males que infligimos a outras espécies são igualmente inegáveis, quando vistos com clareza; e é na justeza da nossa causa, e não no medo de nossas bombas, que residem as nossas possibilidades de vitória."

A averiguação intelectual do que escrevi é uma questão de critérios – muitos lêem e interpretam de diferentes maneiras, segundo suas próprias reflexões!

Por Charles de Freitas Lima (Professor de Educação Física).
E-mail: charles@guiavegano.com



Bibliografia:
O pensamento vivo de Gandhi. São Paulo: Martin Claret, 1991. 110 p. Autor desconhecido.
SINGER, Peter. Libertação Animal. 1ª ed. Porto Alegre: Lugano, 2004, 357 p.

Parte I

 


 
  INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE
UMA ANALISE COMPARATIVA

Autor: BELLEN, HANS MICHAEL VAN
Editora: FGV
Assunto: CIENCIAS BIOLOGICAS-ECOLOGIA


Este livro faz uma análise comparativa de três ferramentas que se propõem a medir a sustentabilidade do desenvolvimento - o ecological footprint method, o dashboard of sustainability e o barometer of sustainability -, escolhidas por especialistas da área como as mais promissoras. Ao traçar um quadro sobre o estado-da-arte da mensuração do desenvolvimento, Hans Michael van Bellen busca melhorar o conhecimento sobre os indicadores de sustentabilidade, para que os tomadores de decisão e a sociedade civil utilizem essas ferramentas de forma consciente.
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