Vegan Pride

Sábado 21 de maio de 2005
Grande manifestação de centenas de vegetarianos nos Halles de Paris. Uma impressionante encenação para denunciar o massacre de bilhões de animais para o consumo de carne.

Foto : na Fontaine des Innocents (Fonte dos inocentes), manifestantes denunciam o abate de animais para a indústria da carne (bairro des Halles em Paris)

Centenas de vegetarianos e vegans se encontraram no sábado passado, em Paris, para desfilarem pela 5ª edição da `Veggie Pride'. No fim da manifestação, durante a qual proclamam o orgulho de viverem sem consumir a carne de animais, foi organizada uma encenação emocionante. Os manifestantes cobriram o rosto com máscaras de animais cujas carnes são consumidas pelos seres humanos (inùmeras màscaras de vacas, porcos, ovelhas, cabras, galinhas…) e permaneceram imóveis na Place des Innocents, enquanto alto- falantes difundiram gritos e uivos de animais aterrorizados que haviam sido gravados em um matadouro.


Outros manifestantes entraram na fonte que fica no meio da praça e levantaram cartazes com fotos que denunciavam a morte e os maus tratos infligidos aos animais enquanto vivem e nos matadouros.


Vàrias fotos de vacas com as gargantas cortadas, patos, galinhas em gaiolas e peixes destroçados para lembrar que o preço de cada pedaço de carne ou de peixe é a vida, geralmente miseravel, de um animal.


Geralmente as pessoas preferem esquecer que aquela comida custou a vida de um animal.

Esse bairro de Paris fica cheio aos sàbados à tarde, e muitas pessoas pararam para olhar essa grande encenação. A manifestação terminou às 21 horas com a difusão em telões de imagens do sofrimento animal nos abatedouros e nas explorações pecuàrias.

Muitos vegetarianos vieram de todas as regiões francesas, além de vàrias delegações estrangeiras (belgas, inglesas, etc) para participarem dessa festa do orgulho vegetariano. Depois de desfilarem no bairro dos Halles – onde existiu até 1973 o mercado da carne de Paris- gritando slogans como « Nem morte na boca, nem
sangue nas mãos ! »
alguns manifestantes falaram ao microfone, para
o pùblico.


Sandie Louis, uma vegan parisiense leu o Manifesto da Veggie Pride :

« (…) O vegetarismo questiona a legitimidade do enclausuramento e da morte de bilhões de animais. Preocupar-se com vacas e galinhas parecer ser algo ridiculo. Mas as pessoas taxam como `ridiculo' as idéias que lhes perturbam. Matar para viver não é uma fatalidade.

Nós insistimos em afirmar nosso orgulho por recusarmos a barbàrie, mas não podemos dizer que sentimos satisfação ao fazê-lo pois animais são massacrados aos bilhões. Seus gritos de dor não são ouvidos. Falaremos por eles até que o massacre tenha fim(…) »


Lise Defrance, uma vegetariana de Nice lembrou alguns dados estatisticos pouco conhecidos:

« Cada dia, na França, 3 milhões de animais são mortos para serem comidos. Porém existem milhões de seres no mundo que recusam a participar desse massacre `pela barriga'. De acordo com um estudo financiado pelo Ministério da Agricultura, 33% dos franceses preferem não reconhecer o animal na carne que comem. Atualmente a indùstria se inquieta por causa da queda do consumo de carne e do crescimento do vegetarianismo. »

David Olivier, um vegan de Lyon declarou :

« os animais são, como nós, seres sensíveis, mesmo se o codigo civil os considera ainda como simples mercadorias. Como nós, os animais podem se sentir bem, sentir prazer em viver, sofrer. A vida é aùnica coisa que eles possuem. Essas são razões suficientes para recusarmos causar-lhes sofrimentos ou a morte apenas pelo simples prazer de um pedaço de carne.

Na Idade média, a Praça dos Inocentes, local onde manifestamos hoje, era um cemitério : o cemitério dos Inocentes. Um prato de intestinos de porcos ou patas de galinhas é isso : um cemitério. Tanta barbàrie para se obter um alimento : estou falando da carne, que é absolutamente inùtil para vivermos.

Contatos : contact@veggiepride.org
David Olivier : 06 77 02 29 53 - Sébastien Arsac : 06 26 27 54 66
Outras informações : www.veggiepride.org
que tem tradução em português e outros idiomas.