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Bem-Vindo,
Visitante
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Vegano,
Papel de advogado do diabo é sempre bom! A melhor forma de confirmar uma idéia é verificar que ela não é quebrável, que resiste a contra-argumentos, ao invés de se olhar apenas se faz sentido... Entendi esta posição. Mas também discordo em vários aspectos... De primeira, posso citar que os animais criados para o bel prazer humano não são mais os encontrados na natureza. São alterações genéticas, cruzamentos que não existiriam de outra forma, seleção não-natural ou animais de outras regiões. Então, seguindo este reciocínio, estaríamos garantindo a sobrevivência de uma espécie que não existiria naturalmente... O boi nelore, por exemplo. É uma espécie animal originária da Índia. Como estamos "salvando" esta espécie da extinção criando no Brasil aos milhões? Milhões! Não me parecem em vias de extinção... Este argumento me parece uma peneira frente ao sol... Mas, vamos supor que criássemos animais sem seleção genética, realmente retirados da natureza local e procriados conforme sua própria escolha e seleção (um tanto quanto impossível num confinamento... pois os elementos busca e distância geográfica já não existem). Este caso até existe! Em reservas naturais (zoológicos ainda fogem da idéia de salvar a espécie). Não são animais criados para gula, vaidade ou carência humanas... Pois de que adiantaria "salvar" uma espécie da extinção, se ela não tem mais habitat natural? Se ela vai viver e se alimentar de forma não natural? Se relacionar apenas com outros membros da sua espécie, mas não com outras espécies, fechando o ciclo natural? Seria, por uma analogia extrapolada, como salvar o índio assim: colocaremos todos em um prédio na Av. Paulista, onde vamos os alimentar com McDonalds todos os dias! |
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Bem você fugiu como era de se esperar pela questão moral e ética. Mas lembremos, nem todo mundo tem a mesma moral muito menos a mesma ética. Para o cientista utilitarista, basta saber que ele vai ter a sua disposição aquele "material genético" ou aquela "fonte de alguma bio substância" para ele usar quando precisar. Dai volta-se no tal atrativo que era a razão deste tópico. Em resumo o utilitarismos só perde, quando deixar de ser útil Tem que se provar que determinada ação ou hábito no longo prazo é prejudicial a todos, logo ela deixa de ser útil. Ou pelo menos na relação custo benefício ela não é vantajosa. Hoje, nada é mais amplo e afeta a todos que a questão ambiental e como a criação de animais em larga escala é extremamente prejudicial ao meio ambiente, vejo este argumento como algo forte contra os utilitaristas sem ética. Somado a isso pode-se estender para outras coisas, ganho de saúde, não derrubada de florestas etc A questão moral é importante, mas infezlimente ainda é muito cedo para que a massa possa compreender. Veja bem faz pouco mais de seculo havia escravidão legalizada no planeta, a menos de um século mulheres nem podia votar... Estamos até caminhando rápido se for ver por um ponto de vista evolutivo, pois um século não é nada na evolução de uma espécie, estos no planeta a milhares de anos. Todavia a grande massa é ignorante, mal informada, manipulada, as coisas vão demorar um pouco mais para que as ideias novas permeiem a sociedade. |
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vegano escreveu:
Este foi o argumento que tentei contra-argumentar... de que se estaria salvando uma espécie da extinção. Não a exploração de modo geral. Se for para argumentar contra a exploração animal, no geral, é outro papo... daí sim, entram estes teus argumentos do post acima e outros. E nesta equação, o peso me parece bem desigual. Vejo muito mais argumentos (de peso) contra a exploração (no geral) do que a favor dela... Nisto o utilitarismo deveria entrar com suas equações e seus pesos, já que é essa a idéia de Bentham e posteriormente Stuart Mill: pesar os prós e contras para se chegar a decisão do que é útil. |
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Não me parece aqui que estejamos falando de extinção quando falamos do consumo de animais. Penso que a questão aqui é qual o tipo de trato que dispensamos à vida de uma forma geral. Pasmem meus amigos, isso não exclui às plantas. Ouvi muito nestes tempos sobre difrenças entre seres vivos, uns classificados como "aqueles que sentem" (ex.: vaca), outros chamados de " aqueles que não sentem" (ex.: alface)- o que para mim também parece um equívoco.
Opto realmente pela idéia de que minha sobrevivência deva causar o menor dano possivel à TODA FORMA VIVENTE - e prefiro o conceito indigena norte americano muito comum na mídia hoje em dia que diz que tudo que existe tem vida e é meu parente. Quando falo em menor dano possível, digo isso por ser IMPOSSIVEL VIVER EM UM AMBIENTE SEM CAUSAR ALGUMA INTERFERÊNCIA NELE - ISSO NEM OS ANIMAIS SELVAGENS CONSEGUEM. Há porém, maior ou menor impacto sobre o ambiente e sobre todas as formas de vida, o que podem variar de acordo com nossas escolhas e atitudes frente a vida que levamos no nosso cotidiano. Há "destruições", "agressões"e "interferências" bastante possíveis de serem evitadas e banidas, sem prejuízo para nosas vidas. Penso que escolher o que comemos dentro da perspectiva do consumo responsável e da nâo violência é dessas formas de evitar interferências desnecesárias. Acho que é disso que falamos e não de simples extinção de animais ou do sofrimento da coitadinha da vaca. Ampliando um pouco a discussão: Já pensaram como somos arrogantes e pouco éticos quando pensamos que nossa ESPÉCIE tem privilégios sobre o uso do ambiente em relação às outras (como poresemplo a vaca ou a rúcula - risos)? Ou como mostramos nossa prepotência quando bradamos que para sobrevivermos é justificável que outros morram desde que sejam de outra espécie? ... Quando falamos de ética ... penso que devesemos refletir sobre isso também e desde já digo que para isso ainda não tenho resposta ... nem sei se preciso ou se basta a mim ao menos continuar pensando ... abraços fraternos a todos ... |
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Olá, tudo bem?
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Ola!
Acho que uma lida na introdução do "Martelo das Feiticeiras" (Malleus Maleficarum), apenas na introdução e prefácio vai esclarecer muitas coisas sobre esse assunto do ponto de vista antropológico. "livro escrito em 1484 e publicado em 1486 (ou 1487), por dois monges alemães dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger, que se tornou uma espécie de "manual contra a bruxaria" Quero deixar bem claro que eu não concordo com o livro todo e não li o livro todo. Li apenas o que me interessava, ou seja, o prefacio a introdução e alguma coisa no primeiro capítulo. Uma visão científica e imparcial sobre como era nossa alimentação nos primórdios e porque alteramos o que comíamos a medida que o tempo passava, em outras palavras, porque comecamos a comer vegetais e depois carne. Em resumo, se não fossem nossos hormônios e nossa preguiça a coisa seria diferente, as vezes parece que vida permite tudo e nós dizemos que não deveria ser assim. |
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