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TÓPICO:

Vegetarianismo x Igreja católica 10 anos 5 meses atrás #2206

Boa noite...

Senti-me na obrigação de dividir esta informação com vcs. Vou inclusive postar abaixo conforme postei em meu blog (Verdades Livres - verdadeslivres.blogspot.com/ ). Fiquei abismada, como coloquei no próprio texto, com o modo que algumas pessoas encaram o vegetarianismo. Ainda mais quando tais pessoas são guias de várias outras e influenciam diretamente na opinião de muitos. Sem mais delongas, segue a postagem:

"Igreja Católica x Vegetarianismo
Participo de uma comunidade sobre o vegetarianismo no Orkut, e olhando alguns tópicos no dia de hoje, vi algo que chamou minha atenção. O tópico possuia o mesmo título deste post e iniciava com o testemunho de um membro que enviou uma carta a um padre da Igreja Católica para saber sua opinião sobre o assunto em questão... Bom, vou transcrever o tópico para que vocês entendam melhor o que quero dizer...


"Caros amigos vegetarianos,

Sou vegetariana ha pouco mais de 3 meses. Mas a decisão é definitiva.
Ando pesquisando se Jesus era vegetariano e qual a posição da Igreja Católica Apostólica Romana com relação ao vegetarianismo. Apesar de me considerar uma neopagã.
Fiquei abismada e indignada com a resposta do padre.
Quis compartilhar isso com vcs.
Ainda não sei o q vou fazer com a resposta desse ser... Estou em estado de choque...

Segue abaixo carta e resposta:

Pergunta:

Caro Prof. Orlando Fideli,

Muito obrigada por responder a minha carta.

Porem continuo com uma duvida, segundo a Biblia Jesus objetava os sacrifícios animais a cada chance. Ele expulsou aqueles que vendiam animais para sacrifício e consumo para fora do templo, instituiu o batismo no lugar dos sacrifícios animais, e disse que Deus "requer misericórdia, não sacrifício".

A mensagem de Jesus era de bondade, misericórdia, compaixão e amor por toda criação de Deus. Porem não há nada de amoroso ou misericordioso nas fazendas de criação intensiva e matadouros, onde animais vivem vidas miseráveis e morrem mortes violentas, sangrentas e cruéis.

E se hoje nós temos a opção de não comer carne, por que continuar patrocinando tal genocidio?

Atenciosamente,
...

Resposta:

Muito prezada ...,
Salve Maria.
Minha cara, você está totamente errada. Cristo comeu o cordeiro pascal. E depois de ressurgir comeu peixe assado. Se você não comer o que foi vivo, não poderá comer nem salada que é um ser vivo. Vai ter que comer terra apenas ou fazer macarronada de pregos e parafusos. Em vez de chorar a morte de animas, você deveria combater o aborto.
Renunce a seu sentimentalismo completamente absurdo

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli"


FIQUEI ABISMADA!!!

Fiquei simplesmente indignada com a opinião deste indivíduo! Para mostrar minha indignação, enviei uma resposta a Monfort, (... ).Segue abaixo:

"Caros senhores,

Dirijo-me especialmente ao Professor Orlando Fedeli, que fez com que, ao ler sua opinião através do contato de uma amiga virtual, fez-me lembrar um pouco dos motivos pelos quais deixei de frequentar a igreja católica. Esta fez uma simples pergunta sobre o vegetarianismo, para saber como a igreja projetava sua opinião em relação ao assunto, esperando que este a iluminasse com pensamentos da paz que Jesus nos deixou. No entanto, tanto ela, como eu e as demais pessoas que tiveram acesso a tal resposta, ficaram alarmados com a opinião - dita oficial - da igreja católica. Transcrevo abaixo, parte da sua resposta, caso não recorde o caso:

"Muito prezada ( ... ),
Salve Maria.
Minha cara, você está totamente errada. Cristo comeu o cordeiro pascal. E depois de ressurgir comeu peixe assado. Se você não comer o que foi vivo, não poderá comer nem salada que é um ser vivo. Vai ter que comer terra apenas ou fazer macarronada de pregos e parafusos. Em vez de chorar a morte de animas, você deveria combater o aborto.
Renuncie a seu sentimentalismo completamente absurdo

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli "

Antes de tudo, venho reiterar que plantas não possuem sistema nervoso. Isso faz com elas não sintam dor. Além do mais, creio que qualquer um que já tenha visto como um boi, frango, suíno, ou qualquer outro animal para consumo foi abatido, sabe da gravidade dos fatos, e do sofrimento alheio que é imposto a estes animais.

Agora pergunto-me - e pergunto-lhe, senhor Orlando: como pode um membro da igreja que diz acreditar nos princípios de Cristo, dizer tais palavras expostas na resposta inserida acima? Como pode este membro dizer que acredita na paz, na salvação e todo aquele repertório de palavras bonitas que a igreja católica vive pronunciando, se não acredita que devemos preservar o bem mais precioso que Deus nos deu, a vida? Creio que voce deva acreditar nos mandamentos, correto? E aquele que diz "Não matarás" ? Deus disse "Não matarás" e em momento algum especificou se eram humanos, gatos, vacas ou frangos.

Sei que não irá publicar minha carta já que de algum modo voces não toleram ser atingidos por opiniões contrárias e, sinceramente, não me importo. O que me importa é saber se esta realmente é mesmo a posição oficial da igreja católica frente ao vegetarianismo, prática esta que é realizada por pessoas que tem respeito á vida das demais espécies que habitam este planeta conosco.

Acredito que o Deus que tenho em meu coração deva ser diferente do seu. Porque o Deus em que acredito não aplaude atitudes que atinjam a vida de qualquer ser, seja ele humano ou não.

Atenciosamente,

Luciana "

(...)

Assim que tiver uma resposta do tal padre, posto aqui para que vocês também possam compartilhar da minha indignação...

Bom final de semana á todos!"


Deixo á vontade para que vcs utilizem-se como melhor lhe convier de tais informações. Não podemos deixar tais "verdades" girem á vontade dentro da sociedade sem que nos manifestemos ao contrário....

Abraços,

Luciana B)

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Re:Vegetarianismo x Igreja católica 10 anos 5 meses atrás #2207

Olá Luciana,

Creio que uma opinião oficial da igreja teria que ter saido do próprio Papa, não que fosse ser muito diferente desta ai, mas ao menos seria de fato a oficial.

O catolicismo não aborda em sua moral e ética o respeito a outras formas de vida sensientes. A unica resalva são alguns monges capuchinhos que herdaram diretivas mais compassivas deixadas por São Francisco de Assis. No mais é uma religião antropocentrica.

A Igreja Católica ja mostrou em outros temas ser um grande paquiderme de passos lentos que se move bem devagar, eles só vão mudar o discursso quando sentirem que estão perdendo fies por causa disto. O que vai levar muito tempo ainda. :dry:

Por outro lado tenho certeza que se procurarmos acheremos um ou outro padre que é vegetariano (vegano ja vai ser mais dificil). :huh:

Sugiro a você e todos que estão lendo que explorem melhor as opções de fé existentes no planeta hoje, o Catolicismo esta longe de ser a melhor (ou menos RUIM) da opções. :side:

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Re:Vegetarianismo x Igreja católica 10 anos 5 meses atrás #2210

sobre o assunto, retirado do blog naruaideias.blogspot.com

<center><img src=" www.thinkvegan.net/media/1/20051003-racismsexismesp.jpg ">

retirado do zine Conluio #2, produção na.rua.idéias - inverno de 2009.

<span style="font-weight:bold;">
Breves comentários sobre o comportamento especista e sua influência bíblica.</span>

1. Introdução: <span style="font-style:italic;">

Façamos o homem à imagem e semelhança da tirania. Que ele destrua qualquer relação serena dele com si mesmo, e dele com o que o cerca..... </span>

Seria inocência crer que a construção de um ideário separatista entre o humano e o meio, e, no caso aqui exposto, entre o humano e os outros animais, tenha sido principiado com a bíblia, nos seus Novo e Antigo testamentos.
A idéia, de qualquer forma, desse texto, é expor exatamente através de quais argumentos a tradição judaico-cristã, por meio de seu livro sagrado, construiu esse ideário, onde o ser humano é apresentado como aquele o qual tem o direito de se impor sobre os outros animais, pois é fruto de uma suposta “natureza distinta”:
<span style="font-weight:bold;">
26. Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra."

28. Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."

Genesis 1:26-28 </span>

Funcionou muito bem, não? Onde quer que tenha se estabelecido o judaísmo ou o cristianismo, ambos através de suas táticas manipulatórias e de guerra, mantém-se com poucas exceções e raros questionamentos a idéia de que cabe a nós, super seres humanos escolhidos por deus, dominar e se impor perante os outros seres vivos, perante os outros animais, assim como, não obstante, do homem dominar e se impor perante a mulher, do judeu ou cristão domidominar e se impor perante as outras religiões, do sexo uniforme sobre o sexo pluriforme, do amor cristão e monogâmico dominar e se impor perante qualquer outra forma de manifestação de amor. Dessa forma, o segregacionismo se estabelece em uma civilização embrutecida pelo “amor missionário” bíblico, fornecendo uma base teórica (muito fajuta, fantasiosa e pobre por sinal, apesar de estar contida no livro que ainda é mais vendido no mundo) para a justificação da imposição e indocrinação de relações, que tituladas de cristãs e proclamadas como mensageiras de uma suposta paz, apenas trouxeram o massacre ideológico e físico de centenas de bilhões de animais, centenas de milhares de seres humanos, e outras várias formas de vida. Como, de qualquer forma, a maioria das religiões estão entrelaçadas de várias maneiras, tais atributos não são próprios do judaísmo ou do cristianismo. É inegável, todavia, que na América e na Europa, por exemplo, a maior parte da responsabilidade pela tiranização do humano em relação ao meio e até a si mesmo está em grande parte pautada pelos princípios bíblicos.

<span style="font-weight:bold;">2. Vós sereis objeto de temor e de espanto para todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se arrasta sobre o solo e todos os peixes do mar: eles vos são entregues em mão.

3. Tudo o que se move e vive vos servirá de alimento; eu vos dou tudo isto, como vos dei a erva verde.

Genesis 9:2-
</span>2.
<span style="font-style:italic;">
À imagem e semelhança de deus.
</span>

Não só no antigo, como também no novo testamento é construída uma visão do humano como homem, grande, másculo e poderoso, limitado apenas pelos limites do também homem, másculo e poderoso deus. O humano não é apenas humano, o humano é especial. E porque somos especiais?

Desde crianças, ouvimos repetidamente que somos feitos à imagem e semelhança de deus. De todos os seres existentes, deus escolheu a espécie humana para se manifestar. Tal afirmação não cria muitos problemas quando aceitamos as idéias criacionistas, onde todos os seres foram criados ao mesmo tempo há cerca de seis mil anos atrás. Todavia, se usarmos o cérebro e considerarmos os conhecimentos que comprovam a existência de vida há bilhões de anos, das mais variadas formas, isso cria a possibilidade de algumas considerações interessantes. Enfim, depois de vários bilhões de anos de vida na terra, há pouco tempo surgiu uma espécie que depois de vários milhares de anos de vida afirmou a existência de um determinado único deus, escreveu um livro sobre ele, no qual ele afirma que, enfim, os homens são feitos à imagem e semelhança dele, e que todas as outras espécies existentes nos bilhões de anos anteriores e no presente são servas dessa espécie. E então, somos considerados e nos sentimos especiais, para, enfim, nos pensarmos especistas.
Quanto aos animais, eles não são a imagem de deus, eles não são inteligentes, eles não sabem distinguir o bem e o mal. Somente “aos homens” cabe a inteligência de entender as leis de deus, portanto cabe ao homem se impor também sobre todos os outros seres e aspectos de vida ao seu redor. Isso é o que a Bíblia defende.

<span style="font-weight:bold;">
13. De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
Eclesiastes, 12:13
</span>

Na realidade, sabemos que não fomos dotados de nada por ninguém. O desejo de se estabelecer morais que facilitassem a dominação por parte de Estados ou organizações de caráter estatais, desde sociedades razoavelmente remotas até os dias em que resolvermos romper com essas amarras, é o verdadeiro motivo de terem sido criadas leis, cujo desenvolvimento foi atribuído a um (ou uns) terceiro supostamente mais poderoso, para que assim nos fosse dada a missão de as obedecer sob as mais terríveis ameaças, caso descumpridas.

Nós afirmamos, todavia, que não foi um ser superior que determinou o bem a ser seguido, porém interesses relacionados a um processo de amortecimento da raiva do humano perante as violentas criações que o próprio humano inventava para destruir, escravizar e controlar outros humanos, o ambiente, a terra, os animais, ou seja, a si mesmo e tudo aquilo o qual estava extremamente conectado considerando as condições simples de sobrevivência.

A Bíblia busca impor a idéia de que somente os “dotados de inteligência” devem ter direitos de algum mínimo respeito ou dignidade porque somente estes foram designados a seguirem os deveres de deus, somente estes estão feitos semelhante a imagem de deus, somente estes tem a capacidade de distinguir, somente estes são especiais. Cria-se toda uma idéia de que o ser humano é especial, superior em níveis não só mentais, físicos, mas também espirituais, e essa idéia existe conforme o interesse de provocar no humano sentimentos que se distanciem do respeito consigo mesmo e com o meio e se aproximem gradativamente, progressivamente, de sentimentos relacionados a posse, à ambição, egoísmo, grandiosidade, etc. São esses sentimentos que permitem, na realidade, que religiões, Estados e civilizações se expandam da maneira bruta que desejam, e que conquistem seus interesses, geralmente nem um pouco sadios para nenhum ser.

A criação de um deus, de um ser superior e a atribuição a ele da criação, estabelecimento e manutenção de mecanismos de controle ideológico em populações, agrupamentos e sociedades diversas está constantemente relacionada à construção de um sentimento e de um ideário especista do humano em relação ao seu meio. Romper, questionar e se intrigar com o especismo hoje, significa invariavelmente romper, questionar e se intrigar com toda a forma a qual muitas civilizações e sociedades se estruturam, principalmente essa sociedade tec-no-lógica que vivemos hoje. Romper com a forma que uma parte das religiões enxergam desde seus primórdios as relações homem x homem e homem x meio, romper e questionar as mais diversas relações de poder existentes é se opor a toda essa estruturação social patética organizada, nesse ocidente, pelo patéticos judaísmo e, principalmente, pelo patético cristianismo.

<span style="font-style:italic;">3. Debaixo dos pés do opressor
</span>
<span style="font-weight:bold;">6. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:

7. Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo,
Salmos 8:6-7

9. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti.

Salmos 32:9
</span>

Por fim, questionamos: é realmente natural do ser humano enxergar os outros somente com o olhar opressor, com o olhar de quem tudo tem debaixo de seus pés?

Quando se discute especismo, alguns indivíduos o justificam criando situações hipotéticas onde o humano se vê de alguma forma ameaçado por um animal e o assassina evitando ser assassinado. Essa situação hipotética não cria, de forma alguma, uma situação que de alguma forma questiona de fato a idéia anti-especista.

Buscar pensar de maneira não especista significa buscar uma ruptura na forma a qual o indivíduo enxerga sua relação com os outros seres, estando em congruência com pensamentos que promovem formas diferentes de se enxergar a própria relação do humano com humano. O especismo caminha de mãos dadas com o racismo, o sexismo, e com outras formas de opressão ou sistemas que legitimam opressões diversas. Da mesma forma, o anti-especismo caminha com o anti-racismo, o anti-sexismo e a luta contra as diversas e quase infinitas formas de opressão que o ser humano desenvolveu.

Seria racista da parte de um negro assassinar um índio porque este, no meio da selva, veio o matar? Seria sexista da parte de um homem assassinar uma mulher que o tenta assassinar de alguma forma, sem motivos para isso? A relação é a mesma, e o argumento cai por terra. Situações que envolvem conflitos entre o indivíduo e o outro, nas quais um desses se defende e o outro ataca, sendo geradas por motivos não relacionados à opressão, não criam ou legitimam relações de opressão. O humano que se defende de um leão (apesar de que cada vez mais essa situação vira uma situação definitivamente hipotética) que o tenta matar, está sendo especista? Ainda é necessário responder essa pergunta?

A situação só se torna relacionada às opressões quando, por exemplo, o negro se defende de um ataque de brancos neonazistas, uma mulher que se defende de seu estuprador, e o animal que se defende de seu torturador. E torturadores de animais nessa sociedade, sejam ativos ou cúmplices, temos de sobra, não é?
A opressão se estabelece não numa atitude hipotética isolada, mas na forma a qual o indivíduo e, por conseqüência, a sociedade, percebe o outro ser, trata o outro ser. O especismo é uma forma de opressão, que gera relações doentias e que gera situações onde os seres são tratados de formas as quais talvez um humano não tolerasse que outro humano “dentro de seus padrões do que é humano” fosse tratado.

Qual a diferença? A inteligência legitima a opressão sobre os animais? Porque para alguns é tão difícil romper com a barreira dessa opressão, porque não querer assumir discursos e, cada um com seu tempo, práticas que questionam esse comportamento truculento, essa opressão tão sanguinária e estúpida quanto à opressão sexista e a opressão capitalista?

Não se trata de exigir esse ou aquele comportamento de todos, mas questionar: porque não ampliar o horizonte do nosso questionamento ao estabelecimento de opressões? Porque alguns indivíduos simplesmente estagnam, não repensam quais são seus limites ou são indiferentes quanto a determinadas questões?

Não vale a pena se opor? Não faz diferença? Se não, porque estás aqui?

Se talvez não tenhamos tempo ou mesmo condições de criar uma sociedade onde não haja opressão, a única forma que vemos de vivermos aquilo que defendemos é nos comportando de forma alternativa, rompendo nós mesmos com aquilo que questionamos. Destruirmos, qual seja o nível dessa destruição, as opressões relacionadas as formas as quais nos relacionamos com as coisas e criarmos coisas novas dentro e através dessas novas relações.

É por isso que nós estamos aqui, pelo menos, para, criando novas formas de relações entre nós mesmos e entre as coisas que nos cercam, repensarmos esse mundo tosco e criarmos, através dessas nossas relações, pequenas demonstrações, armas, instrumentos, sentimentos, que nos façam sentir e viver hoje aquilo que um dia achamos possível sentir e viver num futuro distante.

Ode as relações que primam pela anarquia, pela destruição de relações opressoras e a construção de liberdades não burguesas, amores não cristãos, relações não opressoras. Da mesma forma que a atividade diária da escravidão cria escravidão, a atividade diária da liberdade cria liberdade.

Com muito tesão punk, libertário, veganarquista,
r. o anti-especista do lago.

o texto é meio áspero mas a intenção é criar discussões sadias.
abraços.

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